A resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que permite aos médicos limitar tratamentos que não trariam ganhos a doentes terminais poderá reduzir custos do sistema de saúde. Não há dados sobre quantas pessoas que, em situação terminal, ainda estão sendo submetidas insistentemente a novos recursos terapêuticos inócuos, mas sabe-se que quanto mais sofisticado o tratamento, mais caro. Segundo Arlindo Almeida, presidente da Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo), que reúne as principais operadoras de planos de saúde do país, a resolução ajuda na solução de um problema crucial. "Muitas vezes se prolonga a vida, a vida em termos, o estado terminal, e não há muito sentido", afirmou.