O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o Hospital Albert Einstein a pagar por uma indenização por danos morais de R$ 70 mil à famÃlia de uma adolescente de 17 anos, que morreu com infecção generalizada nove horas depois de dar entrada no pronto-socorro da instituição, em setembro de 2001. A decisão anula a sentença dada pelo juiz da 24ª Vara CÃvel, José Henrique Fortes Muniz Júnior, que absolveu o hospital e os médicos.
A jovem chegou ao hospital por volta das 8h40 apresentando febre, pressão baixa, dor e rigidez na nuca. Tomou Novalgina e ficou em observação. Ã?s 14h, o quadro piorou e foi receitado antibiótico à s 15h, porém, só foi aplicado uma hora depois. O representante da famÃlia alega que â??foi negada à jovem uma chance de curaâ?.
Por meio da assessoria de imprensa, o Hospital esclarece que, em primeiro grau, baseada em prova amplamente produzida, a sentença julgou a ação indenizatória improcedente.
Após a publicação da decisão do Tribunal, o Hospital avaliará a sua fundamentação e apresentará recurso, â??baseando-se na certeza de que os procedimentos tomados no caso concreto foram corretos, abrangentes e amparados nas práticas de segurança do paciente e qualidade que notoriamente orientam toda a atividade da instituiçãoâ?.
O Hospital reitera que empreendeu todos os esforços para reverter o grave quadro clÃnico da paciente. No mais, aguardará o desfecho do caso, ainda sub judice.
A advogada da famÃlia, Rosana Chiavassa, também pretende recorrer, por considerar o valor insuficiente. Segundo ela, é improvável uma nova reversão da sentença, â??pois em BrasÃlia é proibido fazer o reexame de provasâ?.

Tenho algumas dicas para se melhorar a saúde no Brasil. A primeira é fazer com que os hospitais sejam construídos ao lado dos cemitérios. A segunda idéia reside na área do saneamento: o governo tem de parar de dar comida para o povo que não tem saneamento. Se se tem comida e não tem saneamento o malcheiro aumenta e isso acarreta doenças. Primeiro dê saneamento, depois a comida.
Outra coisa fundamental, que deve virar lei urgente, será proibir que os médicos escrevam díficil. Muita gente tem morrido consumindo drogas erradas porque o farmacêutico passa o remédio errado porque não consegue entender a letra do médico.
Wandecy Medeiros: Folha Patoense